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Carnaval de São Paulo
Carnaval de São Paulo com Choro, Emoção e muita Alegria.!!!!!
Lágrimas marcam segundo dia de desfiles das escola em São Paulo
Principalmente lágrimas de alegria dos homenageados pelas escolas de samba, mas também teve choro e correria por causa de carros quebrados.
Quem vai levar o título de campeã do carnaval de São Paulo?
O desfile das escolas do grupo especial terminou no domingo (6). Teve escola que estourou o tempo, teve carro que quebrou e não entrou. Foi um desfile de muita emoção, mas também de muitas lágrimas na avenida.
Principalmente lágrimas de alegria, como as do maestro homenageado pela Vai-Vai-, João Carlos Martins e o coração do homenageado pela X-9, Renato Aragão. Cada nordestino que ajudou a erguer São Paulo, também deve ter derrubado lágrimas por ver a sua história contada pela Tucuruvi, mas também teve choro e correria por causa de carros quebrados.
A Peruche homenageou os cem anos do Teatro Municipal de São Paulo. Trouxe bailarinas e o luxo das óperas. O primeiro carro precisou de um empurrãozinho extra. O quarto carro não saiu, impedindo a entrada da última alegoria e a escola acabou estourando o tempo.
Na Tom Maior, baianas coloridas, onça pintada, iguana e índia para ninguém botar defeito. A garoa não espantou o público, mas derrubou o passista. A escola homenageou São Bernardo do Campo, pólo industrial do ABC paulista. O povo nordestino foi o tema da Tucuruvi. Na avenida, um ônibus de retirantes, o tempero, as crenças e as festas populares desses brasileiros que ajudaram a construir São Paulo.
A Rosas de Ouro, campeã de 2011, apostou na sorte. Exibiu jogos e talismãs. Ali Babá virou destaque de carro alegórico e Sherazade, rainha da bateria. Com 3.5 mil integrantes, a escola correu para não estourar o tempo. Na Mancha Verde, os gênios da humanidade caíram no samba. Obras dos grandes mestres encheram a avenida e Monalisa foi parar nas alturas.
A "Música venceu" - com esse enredo, a Vai-Vai homenageou João Carlos Martins, o pianista que virou maestro quando não pôde mais tocar e desfilou emocionado. "Eu dei uma volta em todo meu passado. Naquele segundo em que eu estava na avenida eu pensei que valeu", disse o maestro.
Já era dia quando a Pérola Negra contou a história de Abrãao, personagem do antigo testamento, e a busca de Canaã, a terra prometida. Na segunda noite de desfile, a comissão de frente da Nenê de Vila Matilde mostrou a saída de Sodoma e Gomorra. A transformação da mulher de "Ló" em estátua de sal. A história do sal foi o tema da escola, mas o homenageado foi Seu Nenê, o fundador, que morreu em 2010.
A Águia de Ouro lembrou a importância do fogo. As baianas vieram ensolaradas e a bateria fantasiada de bombeiro. "Eu vou botar fogo na avenida hoje", disse Luana Zanzini. Teve banho quente em plena avenida e bruxas, vítimas do fogo na Inquisição.
Na grande festa do carnaval paulistano, o público lotou a arquibancada do Sambódromo para acompanhar, torcer e se divertir também na segunda noite de desfile. "Torcer desesperadamente para Vila Maria, eu adoro, está linda", elogiou a advogada Sônia Regina de Souza.
Foram muitos os palpites. "Eu torço para a Nenê de Vila Matilde, mas acho que quem vai ganhar é a Vai-Vai", apostou o assistente administrativo Luciano Maia.
"Acho que vai ser da Mocidade esse ano, está linda", apontou a administradora de empresa Cristiane Caveiro.
A Mocidade Alegre convidou o público a viajar pelo mundo da fantasia e coloriu o Sambódromo com um carrossel de ilusões. Quebrado, o carro que apresentaria um cinema 3D não desfilou. A Unidos de Vila Maria exaltou o teatro do Amazonas. O clássico marcou presença de novo na maior festa popular, com bailarinas representando os cisnes branco e preto, e as baianas um lago azul.
A X-9 paulistana homenageou Renato Aragão. A família e os amigos prestigiaram a festa. A Gaviões da Fiel foi buscar inspiração em Dubai, cidade dos Emirados Árabes. Teve dança do ventre em ritmo de samba, baianas vestidas de preto, a cor do petróleo, e carro alegórico em forma de palácio. A Império de Casa Verde falou da cerveja, que existe desde o tempo dos faraós. Especialistas na fabricação da bebida estavam lá: os vikings, os monges e os alemães.
A escola campeã do carnaval de São Paulo em 2011 será anunciada nesta terça-feira. E os torcedores estão rezando muito desde o fim dos desfiles.
Fonte: g1