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Enem Aluno com mais de 600 pontos no Enem poderá disputar bolsa fora

Dilma anunciou investimentos públicos de R$ 3,1 milhões em programa para enviar 100 mil estudantes para intercâmbio

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Estudantes e pesquisadores brasileiros das áreas de engenharia, tecnologias, ciências exatas, informática e biologia poderão disputar, em breve, bolsas de intercâmbio oferecidas pelo governo. Em abril, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que criaria um projeto para distribuir 75 mil bolsas de intercâmbio até 2014. Nesta terça-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, apresentou as linhas gerais do Programa Ciência sem Fronteiras.

A expectativa é aumentar o número de bolsistas para 100 mil com o apoio de empresários. O mérito será o critério básico para concessão dos benefícios, de acordo com o ministro. No caso das bolsas de graduação, por exemplo, os candidatos terão de apresentar pontuação superior a 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os destaques em programas de iniciação científica e olimpíadas de conhecimento serão valorizados. As instituições com boas notas nas avaliações do Ministério da Educação também receberão cotas adicionais de bolsas.

O benefício para os jovens inclui a manutenção no exterior, passagens aéreas, seguro-saúde e até taxas escolares, dependendo da instituição. A duração dos programas varia: há bolsas de um ano e até quatro anos.

Apoio dos empresários

O governo brasileiro espera que empresas interessadas na formação de novos talentos ou aperfeiçoamento dos próprios funcionários apoiem o projeto. Pelo programa apresentado por Mercadante, os empresários poderiam pagar taxas escolares (valores que variam entre 20 mil e 40 mil dólares ao ano por cada aluno), bolsas de manutenção (entre R$ 30 mil e R$ 50 mil) ou oferecer estágios nos próprios centros de pesquisa e desenvolvimento internacionais.

Dos cofres públicos, sairão cerca de R$ 3,1 milhões para financiar o programa. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) será responsável por distribuir 40 mil bolsas até o fim do mandato de Dilma, investindo R$ 1,7 milhão. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá, no mesmo período, outras 35 mil bolsas com R$ 1,4 milhão de investimentos.

As 75 mil bolsas custeadas pelo governo serão divididas entre estudantes do ensino médio, de ensino superior, especialistas e jovens cientistas. Aos alunos de graduação, que poderão estudar um período do curso em universidades estrangeiras, serão destinadas 27,1 mil bolsas. Os cursos de doutorado-sanduíche - com duração de um ano - receberão outras 24,6 mil bolsas e outras 9,7 mil vão para doutorados integrais - com duração de quatro anos. O programa pretende oferecer 700 bolsas para treinamento de especialistas de empresas no exterior e 860 para jovens cientistas.

Prioridades

Inicialmente, áreas como engenharia, ciências exatas, biológicas e da saúde serão priorizadas (veja lista abaixo). "Enquanto a Coreia [do Sul] tem um engenheiro para cada quatro formandos, o Brasil tem uma proporção de um para cada 50 formandos", explicou Mercadante. Segundo o ministro, o total de bolsas concedidas para a área de humanas aumentou 66% entre 2001 e 2009, enquanto nas engenharias cresceu apenas 1% no período. As bolsas para a área de ciências exatas e da terra diminuiram 16%.

Durante a apresentação, o ministro afirmou que o governo está assinando contratos com 238 universidades no exterior. A seleção será feita de acordo com os rankings da Times Higher Education e da QS World University.

Áreas prioritárias do programa:

- Engenharias e demais áreas tecnológicas;

- Ciências exatas e da terra: física, química e geociências;

- Biologia, ciências biomédicas e da saúde;

- Computação e tecnologias da informação;

- Tecnologia aeroespacial;

- Fármacos;

- Produção agrícola sustentável;

- Petróleo, gás e carvão mineral;

- Energias renováveis;

- Tecnologia mineral;

- Tecnologia nuclear;

- Biotecnologia;

- Nanotecnologia e novos materiais;

- Tecnologia de prevenção e migração de desastres naturais;

- Tecnologias de transição para a economia verde;

- Biodiversidade e bioprospecção;

- Ciências do mar;

- Indústria criativa;

- Formação de tecnólogos.

Fonte: ig

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