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São Paulo enfrenta greve do serviço funerário
São Paulo, 1 set (EFE).- A cidade de São Paulo vive uma situação inusitada por uma greve dos trabalhadores públicos dos serviços funerários que impede a entrega e sepultura dos mortos, o que levou nesta quinta-feira à Justiça a exigir o fim da paralisação.
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta quinta-feira o fim da greve, que já completou três dias, e que provocou um caos no serviço funerário da cidade. O magistrado David Haddad concluiu que se o sindicato dos trabalhadores funerários persistir com a greve, de maneira parcial ou indefinida, aplicará à entidade uma multa diária de R$ 60 mil.
Os servidores públicos exigem um reajuste salarial de 39% e melhores condições de trabalho. A situação fez com que agentes da Polícia municipal transportassem alguns corpos nas patrulhas e que jardineiros da Prefeitura fossem remetidos aos cemitérios para suprir aos coveiros que aderiram à greve.
Familiares dos falecidos também colaboraram com os trabalhos nos cemitérios e pela falta de funcionários nas salas de velório, muitos deles tiveram que ser celebrados nas próprias casas dos mortos, como era o costume fazer anos atrás.
A greve, qualificada como 'ilegal' pela Justiça, tem a adesão de 90% dos 1.336 trabalhadores do serviço funerário da cidade. EFE
Fonte: ig