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Grev SP Paralisação total de trens afeta 2,4 milhões de usuários, diz CPTM

'Não é justo que a população seja afetada desta maneira', diz motorista que demorou duas horas para chegar a estação de metrô

Pela segundo dia consecutivo, os sindicatos dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidem manter a greve paralisando totalmente o transporte ferroviário em São Paulo e na Grande São Paulo.

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Usuários tentam embarcar na Estação de Metrô Corinthiansn - Itaquera, ponto de interligação entre trem, metrô e ônibus, na zona leste de São Paulo

Segundo estimativa da CPTM, a paralisação afeta 2,4 milhões de usuários que utilizam diariamente a rede que conta com 6 linhas com 89 estações localizadas em 22 cidades da Grande São Paulo. Até o momento, não há transporte emergencial para passageiros e todas as linhas seguem paralisadas.

Em nota, a CPTM explica que não pôde iniciar a operação comercial às 4h - já que número de trabalhadores que compareceu aos seus postos de trabalho foi insuficiente para viabilizar a circulação dos trens. Os funcionários querem 5% de aumento nos salários e o governo oferece 3,7%. Uma nova reunião entre sindicalistas e CPTM deve ser realizada ainda na manhã desta quinta-feira.

O motorista Edson Carlos da Silva, de 41 anos, levou duas horas para conseguir chegar à estação Corinthians-Itaquera do metrô. Saindo de Guaianazes, Silva sentiu dificuldades de encontrar uma alternativa para chegar à estação. "Normalmente levo 30 minutos para chegar ao trabalho. Hoje, levei duas horas para chegar à primeira etapa do meu trajeto", lamenta dizendo que entende as causas dos sindicalistas.

Porém, para Silva, independentemente dos motivos da greve, "não é justo que a população seja afetada dessa maneira". "Eu tenho um chefe bom, que entende. E aqueles que não têm?", conclui.

Usuários tentam pegar ônibus próximo à Estação Corinthians-Itaquera, que interliga trem, metrô e ônibus, na zona leste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira

Policiamento

O Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPAM-6), da Polícia Militar (PM), disse que reforçou a segurança nas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no ABC paulista a fim de evitar tumultos por conta da greve. O CPAM-6 é responsável pelas cidades da região.

Não há informação se a PM reforçou o policiamento na capital paulista. A greve dos ferroviários afeta todas as 89 estações de trens em São Paulo.

Ônibus no ABC

Além da CPTM, os motoristas de ônibus grevistas da região do Grande ABC também decidiram manter paralisação. A greve afeta o transporte municipal e intermunicipal em Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) informa que se o movimento grevista se mantiver durante todo o dia, aproximadamente 200 mil passageiros serão afetados. A empresa divulga que 850 ônibus de 130 linhas atendem os passageiros em toda a região. Os trabalhadores querem 15% de aumento nos salários, mas as companhias oferecem 8%.

O sindicato que representa os funcionários afirma que as empresas não apresentaram nova proposta. Nesta quinta, será realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Fonte: ig

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